terça-feira, 1 de janeiro de 2013

pra dançar...


Pequeno texto para refletir.

“Você cresce. Suas roupas ficam menores, as ofensas já não acertam na mesma intensidade. Você expande seu campo de visão, e enxerga tudo o que não passava de um grande nada. Os dias passam, problemas aumentam, e o tempo se reduz. Responsabilidades, contas, horários, prazos, preocupações, e finalmente, a tão sonhada independência. Você cresce, as piadas tornam-se cansativas, as histórias entediantes, as pessoas irritantes, os amigos antigos vão sumindo aos poucos, por estarem crescendo também. Você cresce, e ironicamente se sente menor, a rotina te aperta, e saudade te engole. Todo mundo cresce, e a maturidade tem um preço, quem diria que ser livre pode custar a liberdade? Te obrigam a voar, enquanto seguram suas asas. Amadureça, mas não cresça antes do tempo. Aproveite sua juventude, e acredite, crescer tem lá suas desvantagens.” — Sean Wilhelm.

Na fase da minha adolescência costumavam cortar minhas asas. Diziam que o que eu fazia era errado, meus gostos eram errados e o jeito que eu via o mundo era errado. Hoje eu proponho a todos uma revolução por aquilo que acreditamos. Até pouco tempo atrás as pessoas acreditavam que o mundo fosse acabar. Se faça então essa pergunta: Se hoje fosse o último dia do mundo, por quantas vezes eu permiti que me cortassem as asas?

Viva o momento do agora.
Um próspero ano novo à todos. :)

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Um pouco de mim.

Gosto de Beatles, cachorros, noites escuras e luzes piscando sem parar. Falo pouco e quando falo, me embaralho toda. Por isso eu ando de olhos fechados, rápido e sem olhar para os lados, às vezes sem saber para onde ir, às vezes buscando mais um lugar desses onde possa ficar invisível, querendo ser vista. Acordo cedo, mas prefiro ver o Sol alto, o mundo já no meio, quando as coisas estão confusas e apressadas. Talvez porque não precise de muito pra viver. Solto o cabelo, pinto as unhas de vermelho e ponho fone nos ouvidos. Gosto do novo, das cores fortes, das sombras que escondem os rostos, dos olhares que procuram e me fogem. Só acredito nos extremos. E, cinicamente, te provo que posso. Quebro copos, me estilhaço com os cacos, rio alto e choro baixinho. Prefiro os amores rasgados, vermelhos, fundos e doídos. Busco. Busco como uma doida, sem saber o quê. Gosto do que já conheço, dos sentimentos que crescem e fogem do controle. Branco, amarelo e azul, é assim que as coisas ficam, claras e calmas. Me escapam palavras doces e sinceras, e nem sempre me arrependo. Porque sei que posso ser frágil, simples assim. E então eu sorrio em silêncio. "Coração de pedra", "cara de má"? Rs.. São apenas rostos e expressões.

Um beijo. 

terça-feira, 26 de junho de 2012

Que dó!


Pela 1ª vez em minha vida, precisei de atendimento medico em um hospital publico. Para ser mais especifica, HRG (Hospital Regional do Gama). Cheguei por volta das 20:31, pois não haviam Clínicos Gerais no HRSM (Hospital Regional de Santa Maria).
Ao chegar, deparei-me com mais ou menos 300 pessoas precisando de atendimento, fora os acompanhantes. Até então, eu estava sozinha. Fiz minha ficha e estava aguardando atendimento em pé, pois todas as cadeiras estavam ocupadas.
E mesmo com 3 médicos de plantão, ninguém era chamado!
Pudi ver nitidamente a dor e o sofrimento daqueles pacientes, sentindo dores que refletiam em seus rostos.
Quase uma hora depois -quando os pacientes já estavam revoltados, um Doutor chega e dá "tchauzinho" para todos...
Meu namorado, como sempre prestativo, logo chegou para ficar comigo. Arrumamos um lugar para sentarmos, pois eu já não estava mais aguentando ficar de pé.
Horas depois, -quando o meu namorado sai para comprar um lanche para mim, ouço chamarem o meu nome. Quando ele chega, recebe a orientação na portaria que não pode entrar com comida no setor que eu me encontrava e que eu não precisava de acompanhante. Fiquei muito chateada com isso.
Já eram quase 23:45, quando finalmente o doutor me chama..
Ele me receitou um remédio e pediu um exame de urina e sangue. Lá vai a Srta. Tainan encarar outra fila enorme... Quando a medica me chamou para dar o medicamento, descobri que seria uma injeção no "bumbum"... Comecei logo a passar mal! Já fui logo avisando para ela que eu estava passando mal. Mesmo assim ela pediu para que eu ficasse de pé e tirasse a calça -grr.
NUNCA SENTI UMA DOR TÃO INFELIZ como senti com aquela maldita injeção. Sentei-me quase desmaiada na cadeira... Só depois de tudo isso, chamaram o meu namorado. Quase não consegui ver o rostinho do meu lindo.. Lá estava eu, quase desmaiada e suando frio. Ele me deu água e me levou abraçadinha, rs. Fomos na outra salinha colher o sangue -OMG! A pior parte... Meus olhinhos -já cheios de lagrimas- demonstravam todo o medo que sinto de agulhas. Chorei igual uma criança -diga-se de passagem, rs.. Meu namorado me olhou com um rostinho de dó tão lindo.. *-*
E por ultimo, chegou a hora de fazer 'xixi' no potinho.. A cada 10 minutos, eu pedia -chorando- para irmos embora..
Todos os exames feitos, só faltava o resultado!
Saímos para eu comer o meu "Subway de churrasco" que naquela hora estava mais gelado que o suco de maracujá.
Barriguinha cheia. Voltamos para pegar o resultado que já estava pronto. " Uhul, vamos embora!!"
Voltamos no doutor, e o mesmo disse que eu estava com infecção no sangue. Receitou mais 3 remédios.. Eu entrei em desespero naquele momento. "3 remédios??? OMG.. =/"
Voltamos para outra fila infinita. Mas dessa vez só havia 1 medica para medicar várias pessoas... Supliquei para o meu namorado que queria ir embora dali.. Ele finalmente acatou o meu pedido! Voltamos para falar com um outro doutor e o mesmo disse que eu estava com infecção urinária e receitou apenas um remédio para tomar em casa. 'Uffah'
Peguei um atestado e finalmente saímos daquele buraco! Pegamos um TÁXI para voltamos para casa...
E finalmente às 02:05 eu estava em minha cama.. *-*
Fiquei com dó do meu Igor, precisou acordar às 5hrs para ir trabalhar.. ='/
Você é um anjo, amor.. EU TE AMO.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Lembranças que o tempo não apaga.

Parei um pouco e fiquei lembrando no nosso 16 de outubro de 2011..
Foi tão intenso que ainda posso sentir o seu olhar sobre mim. O sentimento era tão real que eu podia tocá-lo com a ponta dos dedos e senti-lo em cada milímetro da minha pele. Inexplicável é sentir que a qualquer momento o meu coração poderia explodir, e como seria imensa essa explosão. O ar já não era o mesmo. Respirar parecia impossível. Depois de um beijo roubado, dei-me conta que, enfim, não teria mais volta. 
Essa dor que você sente, não é doença. Quantos segundos você ainda consegue suportar? É tão intenso e doloroso que não cabe mais no peito. Cada gota de sangue que corre nas veias carrega um pouco desse sentimento. E ele se espalha tão rapidamente que é impossível impedir. Por algum motivo não desejamos que essa dor passe, jamais. Ela nos completa e  tudo o que desejamos é sentir esta dor pra sempre, por mais estranho que isso possa parecer.



Igor Luis, obrigada por estar em minha vida, meu amor.





E somente eu sei quanto tempo levei pra te encontrar. E hoje tenho você aqui, comigo. 


Após as nossas brigas pela noite, pergunto a mim mesma:
                    -Você ainda vai me amar pela manhã?

terça-feira, 22 de maio de 2012

Das coisas que não entendo!



São muitas as coisas que não entendo. Normal.
A novidade é que agora resolvi, finalmente, assumir que algumas coisas eu não quero entender. Pronto.

Acho que já estou na idade de decidir que, não quero que você, nem o google, nem ninguém me ensine determinadas coisas porque eu, simplesmente, não quero aprender nem entender!
Quero ser assim: eu e minha ignorância, felizes para sempre.

A bolsa de valores, por exemplo: já me explicaram, já fiz cara de interessada, já até tentei, mas não entendo. E não quero.

O bolo xadrez é outro mistério da natureza que quero que continue assim. Sabe aquele bolo que vende na padaria, com quadradinhos brancos e outros pretos milimetricamente iguais? Quem, em nome da ciência, pode entender com se faz aquilo, pelamordedeus?
Mas beleza. Prefiro pedir uma fatia, degustar com um guaraná sem pensar na técnica milenar que possibilitou aquele bolo ser tão simétrico e tão gostoso.

E quando o assunto é o dicionário, eu me recuso a entender o real significado da palavra SERENO.
- Menino, sai do sereno pra não ficar doente! Gritam as mães pelo mundo afora (ou pelo Nordeste afora, não tenho certeza).
Quando eu era pequena, imaginava o sereno como um monstro escuro e molhado que chegava sem aviso prévio e te obrigava a ficar resfriada.
O sereno é a chegada da noite, dizem uns. É o friozinho do fim da tarde, afirmam outros. É a mudança de temperatura, luz, pressão atmosférica e umidade relativa do ar.
Ah, fala sério! Você obedece a sua mãe, sai do sereno (seja lá o que isso signifique) e pronto. Zero drama.

Não entendo baseball nem porque os homens amam futebol.
Não entendo alguns (a maioria) dos filmes iranianos.

Não entendo porque as pessoas pagam canais na tv a cabo se só assistem pouco mais que dois ou três deles...

E, principalmente, não entendo porque eu estou na frente do computador quando deveria estar lendo um livro ou estudando.

- Desliga esse computador e vai ler um livro, menina!

Sei lá, entende?