sexta-feira, 4 de maio de 2012

Admoestação válida



Encontrei esse texto perdido no meu computador e não lembro por que não postei. Lá vai:

Alguma coisa sempre morre em prol de outra que nasce.
Definitivamente escrever depois que a maré de pensamento passa é uma merda. Tenho certeza que escrevendo agora o que pensei ontem, não terá a mesma essência de que se eu houvesse escrito ontem.

Esperança regenerada e o macróbio espírito sonhador.

Tirei a semana para observar o ser humano. Um bixo louco, diferentes entre si, selvagens na fornicação e inventam instintos inexistentes. O que sabemos fazer é inventar, seguir o curso do rio não é interessante, buscar a individualidade não é o suficiente e fazer o mal parece costumeiro. Há uma maldita preocupação com estética que nos mantém cada vez mais estáticos, uma ocultação do “eu” tão desnecessária quanto pintar as unhas, uma supervalorização do "ter" que vai além dos muitos limites da necessidade. É perturbador pensar no contrário, quero dizer, quem tem isso não tem aquilo, e vice-versa. Ter dinheiro sem dignidade, ter dignidade sem malandragem.

Quem nunca sentiu vontade de pegar uma mochila e sair por aí? Não por estar tudo péssimo, mas porque está bem demais.

Um beijo e boa noite, leitores.

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